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Era um dia de terça feira quando eu meu cunhado Ivan e Renato mais minha esposa Sirlei, incitamos em nós mesmos a vontade de passar o próximo final de semana prolongado (feriado na sexta) na Ilha do Mel, litoral de Paranaguá e Praia de Leste no estado do Paraná. Minha Moto uma CG Mix 150 recém comprada e ainda não tinha sido emplacada, nem documentos possuia e no maior aperto de tempo consegui emplacar para na sexta feira de feriado  rumarmos a direção de Curitiba com pernoite programada para ser em Campo Largo na casa de minha prima Mazirda. Saímos de Cascavel ao meio dia da sexta feira, nem almoço a gente comeu, la próximo, um pouco pra frente de Cantagalo paramos numa churrascaria já era passado das 14:30. Nessa época ainda não nos identificávamos com a filosofia de viajar de moto, apenas tivemos vontade e seguimos rumo a nossa pretensão de chegar na praia tomar um banho de mar, um belo passeio na ilha e voltar a rotina, mas mal saibamos que nossos percalços já começaria em Guarapuava a capital do frio. Ao sentir o friozinho guarapuavano tive a ideia de por minhas roupas de chuva - a famosa capa - foi ai que vi que a presepada iria começar, mas não tinha ideia do que nos esperava km's a frente. Sirlei muito prestativa disse que na garupa quase não pegava vento e que ela não estava com frio e passaria sua roupa de chuva ao Ivan que pilotava e que inacreditavelmente ele e seu irmão Renato não tinham trazido suas capas de chuva, muito menos luvas de frio. Resolvido o problema continuamos nossa viagem leves e soltos mais felizes que criança em dia de festa de aniversário, mas nossa felicidade durou pouco, logo chegamos no pedágio de Porto Amazonas e ali o friozinho virou friozão e arroxou mesmo a ponto de tremer os queixos, vestido apenas de uma jaqueta não muito grossa, calças jeans, bota de borracha e a capa de chuva - assim acreditava que não passaria frio, ledo engano - enfim lá pelas 19:30 chegamos em Campo Largo e lá vai eu ligar pra Cascavel - coisa de brasileiro que deixa pra ultima hora risos - tentar achar os telefones de minha prima Mazirda, mas nossos contatos em Cascavel a mãe da minha prima estavam foras de casa e consequentemente não seria possível pegar o telefone e assim conseguir o endereço. Então resolvemos seguir para Paranaguá e lá arranjaríamos uma hospedagem e aproveitar mais o tempo. Triste escolha, ao descer a serra ou melhor bem antes o frio piorou muito e juntou a neblina que mais parecia uma chuva diminuindo a visibilidade, aumentando o frio, criando um desgaste maior de preocupação com Sirlei que tinha emprestado sua capa de chuva pro seu irmão e o outro cunhado sem a capa, foram duas horas de descida em velocidade maxima de 80km com muitas carretas (continua...)

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